Passagem

A morte.

Passagem dolorida para que finca.
O vazio no peito da despedida.
A saudades que dói com a partida.

Não avisa
No máximo se manifesta em nuances
O sopro da vida
Sem despedida

O choro de quem fica
Os risos velados
Lembranças 
O cheiro da flor

O último adeus
Deveria ser em vida
O egoísmo nao deixa
Por isso choramos

Presente, passado e futuro
Tudo misturado nos abraços
Do velório 
Das lágrimas e saudades.

Que fiquem as lembranças 
De risos e conquistas
Aproveite 
Abrace em vida


Sentindo Agora

Quero morrer na próxima esquina.
Onde tudo começou.
Na troca de olhares.
No beijo com gosto de cerveja.

Não se morre duas vezes e sim várias.
E já estou morto.
No silêncio.
Na distância e esquecimento.

Estranhos que não se encontram no mesmo espaço.
Se trombam e não se relam.
Falam o trivial.
Se perdem no dia a dia.

Responsabilidades iguais desiguais.
Preocupações idênticas diferentes.
Cobranças de sempre.
Mudanças nenhumas.

Morrendo na próxima esquina.
Onde a morte não conseguiu me mantar.
Duas vezes eu venci.
Mas você conseguiu.

Não quero morrer no caminho.
Quero viver no trajeto.
Morrer na esquina.
Um simples projeto.